Conversas

Hoje fui ao médico e ficamos conversando bastante sobre a capacidade ou não de tolerarmos certas coisas e como tais coisas afetam nossas vidas e emoções. Ele estava me dizendo que, conforme a característica de cada um, certos fatos desestabilizam mais uns do que outros. O que pode causar insônia em um pode não causar nada em outro, e coisas assim. Cada um de nós tem um limite naquilo que pode suportar ou aceitar. Geralmente o que passar disso vai causar danos, em algum lugar do corpo. Aí vem a farmacologia pra ajudar a passar por essas fases. Ainda bem…
Eu não sei quanto aos outros mas eu tenho convicções interiores que não podem ser mudadas. São aquelas verdades, conceitos tão arraigados e firmados na consciência que não tem como abrir mão deles. Fazer isso é como matar a alma. Você deixa de ser você mesma(o) para se tornar outra pessoa. Mas é engraçado como tem gente que faz isso, abre mão das suas próprias ideias para assumir a de outros, meio sem pensar.
Considero esse comportamento perigoso. Altamente manipulativo. E o pior é que tenho me sentido assim, pressionada a deixar de lado o que sei e defendo e tolerar o que para mim é um total absurdo. Conviver com incoerências. Não é uma coisa assim “manifesta”, sabe? É meio velada, mascarada, que só quem é bom observador percebe. E eu percebo.
Bom, como boa estudante de direito (nem vou dizer advogada porque não exerço) não é qualquer argumento que me convence. Não que eu seja inflexível, pelo menos acho que não chego a isso. Mas aquele papo não muito claro, cheio de subterfúgios e chavões não me impressiona. Pra me convencer que estou errada tem que mostrar preto no branco. Se me dizem que algo é “x” mas eu olho e vejo um imenso “Y”…deu. Eu sei ver a diferença, sorry. Quando eu saio de casa costumo levar junto meu cérebro…
Então, na minha conversa com meu médico, concluímos que há problemas ou diferenças cuja solução não é a mais agradável, mas é a possível no momento. Há que se ter jogo de cintura, coisa de brasileiro..hehe. E tentar ir levando, enquanto der. Beeem complicado.
Mas a conversa foi boa, é bom falar com pessoas inteligentes e esclarecidas, preparadas para isso. Ajuda muito a pôr em ordem as coisas. Se vai surtir efeito…bom…aí são “outros quinhentos”, como dizia meu pai.
Abraços.

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