Os botões

Estava eu aqui, pensando com meus botões, lendo o último poema do Carpinejar (tem o blog dele na minha lista): existem pessoas que são geniais. Elas não precisam fazer muita coisa pra que essa genialidade apareça. E tem outras que são medíocres ao extremo: por mais que se esforcem (ou não façam nada mesmo) sua pobreza de espírito fica evidente. E, é claro, nós, os pobres mortais, mais comuns que banana em feira.
Existiu um tempo em que eu achava que seria alguém importante, relevante. Que faria alguma coisa que fizesse diferença social (pq nós sempre fazemos a diferença na vida de alguém, boa ou ruim).
Mas que nada, minha vidinha não pode ser mais comum e sem graça. Ta bom, você dirá: mas tu és importante sim! Eu não estou falando de importância, importante todo mundo é para alguém ou para um grupo de pessoas. Eu falo daquela relevância que alcança pessoas que não conhecemos e que nunca conheceremos, um nome a ser lembrado depois da morte.
Meu pai por exemplo: foi importante na minha família, seu nome é lembrado por nós muitas vezes. Seus netos lembrarão dele. Mas depois disso…o esquecimento é inevitável.
Agora um escritor, um poeta, um artista, arquiteto famoso, essas pessoas são lembradas por seus feitos por séculos e séculos. Esse é um exemplo exagerado, de excessões à regra.
Mas existem aqueles que fazem uma diferença efetiva em muita gente, mesmo que não fiquem assim…famosos!! Era um desses que eu queria ser…hehehehe. Que coisa…pode parecer presunção da minha parte, mas confessem: quem não gostaria de ser um desses, de se dar bem e ser reconhecido pelo que faz?
Mas isso não é nada fácil. Primeiro porque é necessária aquela dose de genialidade de que falei no inicio. Ou no mínimo um grande esforço para alcançar o sucesso, garra, força, e uma pitadinha de sorte tb.
E o mundão está aí para nos ferrar, é o que me parece. É uma verdadeira selva de feras e gente maluca. Então vemos todo tipo de ser humano: destaco os que lutam e os que se escondem. Os que lutam até conseguir e os que desistem, cansam, entregam-se. Os que se esconderam nem ao menos tentaram.
Ouvi um professor de jornalismo dizer que ele admirava os que desistem, os que desistem e ficam bem com isso.
Gostei. Desistir é uma vergonha? Acho que não. Creio que nunca tentar é bem pior.
Nelson Jobim disse num discurso que “a história não relata as intenções, mas os feitos”. Palavras muito duras. É até verdade, mas podíamos ficar sem essa, heim Ministro? Nem todo mundo consegue “fazer grandes coisas”.
Hoje eu já penso em fazer as pequenas coisas direitinho…já dá pro gasto…aos cinquenta anos (quase) dá pra tolerar. Desisti das grandes, e quero ficar bem com isso. Mas me conhecendo como conheço vai ser complicado esse “ficar bem”…
Abraços!

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