Violência contra a mulher: tem gente lutando contra…mas precisamos de mais.

Ontem estava assistindo o programa Sem Censura, na TV Brasil. Muito bom. Estavam lá várias mulheres, uma escritora (Marina Colassanti), outra advogada, psicóloga, socióloga, gente qualificada. O debate sobre essa questão foi bem conduzido e muito esclarecedor. Cada uma das entrevistadas pode dar sua visão sobre a violência, de acordo com a área em que trabalha. Pena que o programa é em um canal de pouca visibilidade. Isso deveria acontecer numa Globo ou numa Band da vida, pra dar maior destaque ao assunto.
Mesmo assim, valeu. Foi um tempo bem investido na frente da TV (coisa rara).
Fico feliz de ver que tem gente lutando contra esse tipo de violência, a doméstica. É pena que a grande maioria são mulheres. Os homens ainda não acordaram para essa realidade horrorosa.
Ou não querem acordar.
Enquanto os homens de verdade não tomarem uma postura contra isso a luta vai estar bem limitada. É fácil entender pq a maioria são mulheres, claro…são as vítimas. E os homens ainda têm aquela mentalidade machista, de ligar a virilidade à violência.
Uma coisa que me impressionou bastante foi a defensora pública explicando sobre os motivo que os homens davam para matar as suas companheiras: “- Foi por amor…eu não podia viver sem ela.”
Na real o que eles não conseguem é viver vendo as suas ex sendo felizes sem eles!! E preferem vê-las mortas. Elas precisam pagar por isso.
A psicóloga explicou que esse tipo de atitude está ligada ao sentimento de posse. O outro é um bem, uma propriedade, é “algo” que me pertence… e como tal não pode pertencer a mais ninguém nem ousar querer ficar longe de mim.
Não são só homens que pensam assim, tem muitas mulheres que agem de acordo com essa idéia. Só que essa escolha de bater e matar é mais do homem. A testosterona fala muito alto e a falta de domínio da raiva é intensa. E mesmo que a mulher não tenha dado nenhum motivo para a raiva ela é a pessoa mais fraca onde o agressor pode descontar a sua. Está bem próxima. E provavelmente vai perdoar, como de fato o fazem.
Daí surgem esses crimes bárbaros sobre os quais ouvimos e lemos todos os dias.
Por isso eu digo em coro com elas: enquanto os homens não se engajarem nessa luta vai ser difícil!
Precisamos de políticas públicas, de campanhas educativas, de atendimento preventivo desses homens ANTES que eles matem! Qtas mulheres já fizeram B.O. nas delegacias, vários, e ficaram sem ajuda…até que o cara vai lá e mata, se não mata espanca, tortura psicologicamente, maltrata os filhos… daí é tarde pra fazer alguma coisa…
Está tudo previsto na Lei Maria da Penha…é só fazer funcionar. E aí vem o problema: a maioria das pessoas que pode fazer funcionar são homens…e eles não são as vítimas, podem até ser os agressores.
Aumentar as penas não adianta, eles não pensam nisso qdo matam. Eles e elas precisam de tratamento, de concientização, e se aplica para todos: homens, mulheres e crianças.
Não posso fazer muito, mas posso falar e divulgar na medida da minha limitação.
Quem puder fazer mais…por favor…ajude!
Abraços.

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