Política é coisa complicada mesmo…

Não vejo a hora de acabar essa função de eleição presidencial. Cansa e acho que estou um pouco sem paciência com algumas coisas que leio ou ouço. O problema não é a divergência de opiniões, isso é normal e saudável. Mas é que tem coisas que, na minha opinião, não se podem misturar.
Me impressiona a farta discussão religiosa dos candidatos, buscando o apoio dos evangélicos. E da mesma forma a postura destes em relação à campanha.
Eu não gosto da mistura “igreja e política”. Por séculos a igreja foi parte integrante dos governos, gerando as mais variadas influências, quase todas nefastas. Não acredito em teocracia, é inviável. E acredito que a igreja não deve inclinar-se para partido algum, ou qualquer candidato em especial. A não ser que deseje apoiar algum membro que esteja concorrendo, mas mesmo assim não acho muito apropriado.
Alguns entendem que uma coisa é Nação e outra é Governo e que, no concernente a assuntos da nação, a igreja deve se manifestar.
O problema é: qual o limite? Historicamente, a igreja sempre gostou de dar “pitaco” no governo…
Na minha visão, uma coisa é ter-se um candidato franca e manifestamente contra cristãos e a liberdade religiosa. Aí entendo que aqueles devem manifestar sua inconformidade com tal candidatura.
Caso contrário toda a informação passada a membros de qualquer denominação, na intenção de “conduzir” votos, será partidária e sujeita a erro grave de julgamento.
Um líder cristão sábio entende que sua visão política tem, além de sua fé, origem na sua educação, na visão que recebeu dos pais, na sua história pessoal e nas suas preferências. Ninguém, absolutamente ninguém, está isento dessas influências, por mais espiritual que seja.
E acredito que só uma pessoa destituída de razoabilidade poderia dizer que “recebeu uma revelação de Deus sobre quem deve ser o eleito”.
Me assustam os candidatos que usam o título “Pastor Fulano” em suas campanhas, como se isso fosse algum mérito pessoal. Absurdo! Ninguém é servo de Deus por mérito e, portanto, não deveria usar deste artifício para parecer mais justo que os demais. Não voto nossas pessoas.
Da mesma forma me irrita ouvir e ver líderes evangélicos populares abrindo seu voto, na nítida intenção de levar as suas ovelhas a votarem em quem eles indicam. Nunca vi isso nas igrejas que frequentei…ainda bem, pq me levantaria na hora e iria pra casa.
Me pergunto: será que Jesus faria algo parecido? Duvido muito…
Por isso, não vejo a hora de passar o dia do segundo turno e acabar essa miscelânea bizarra.
O que será que Deus pensa quando vê tanta mentira, boato, xingamento, calúnia e falta de sabedoria entre as pessoas aqui?
Isso realmente me cansa…acho que Ele deve se cansar também.
Abraços.

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