Convicções indisponíveis

Sabe quando se pressente que alguma coisa não vai dar certo? E que não se pode impedir? Pois é, hoje é um desses dias. Pelo menos eu fiquei de fora. O que não significa que deixarei de ser atingida por reflexo.
Mas pelo menos preservei um pouco a mim mesma, já é alguma coisa. Mas com certeza vou ouvir o que não gosto e ter que dizer o que já venho falando há muito tempo.
Os princípios e verdades que fazem parte do meu caráter e personalidade me permitem fazer escolhas quem nem sempre são bem aceitas pelos outros.
Mas é assim quando se adquire convicções indisponíveis para negociação. Algumas vezes temos que tomar decisões que nos cobram um alto preço, sobre as quais firmamos posição sem margem para recuo. Dependendo do assunto o preço é mais ou menos caro. Mas sempre tem que ser pago. Pessoas já morreram por seus conceitos, foram presas, rejeitadas, excluídas, ficaram sós. E muitas não titubearam, mantendo-se firmes.
Mas ainda que algum fato não nos atinja diretamente, quando ele fere nossos princípios de vida é duro.
E não dobrar a cerviz em troca de algum benefício quando não concordamos com algo exige coragem.
Alguns chamariam essa concessão de “jogo de cintura”, “diplomacia”. Eu até posso concordar, desde que esse “algo” em questão não envolva a dignidade da pessoa humana. Se envolver…não tem negócio.
Talvez o problema seja o conceito de dignidade da pessoa…quem sabe é isso.
Para quem não entende muito do assunto eu aconselho uma leitura no artigo 5º da Constituição Federal do Brasil.  Ali temos uma boa amostra, não exaustiva a meu ver.
E na minha opinião (na verdade é certeza) não existe nada que possa superar, mudar, excluir, invalidar ou anular o que ali está.
Nada: nenhum ideal, nenhuma filosofia, religião, cultura ou o que quer que seja possível inventar.
Acho que as pessoas nem sempre percebem quando algo desse tipo acontece. E talvez nem a própria vítima perceba a dimensão da coisa. Sabe como é, a mente fica cauterizada as vezes. Mas eu vou perceber…e não vou gostar nada…mas como eu disse antes: não posso impedir.
Abraços.

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