O que lhe perturba mais?

Interessante observar que o que mais perturba, abala, desestrutura uma pessoa pode não afetar outra, ou pelo menos não na mesma intensidade. Cada um de nós tem um ponto fraco, ou vários, mas são diferentes. Alguém pode perder a cabeça ao ser fechado no trânsito (já mataram por causa disso!) enquanto outros não se abalam. Ter que esperar dois minutos para iniciar um computador é de matar para a maioria. Esperar o mês seguinte para comprar aquela bolsa…O marido que só quer saber de futebol… A namorada que leva duas horas para se arrumar…O cachorro da vizinha que late o dia inteiro… Essas coisas realmente incomodam bastante. Ter que “esperar” é uma unanimidade: seja lá pelo que for, é de doer. O imediatismo da vida moderna se tornou quase uma imposição. É tudo instantâneo. Ninguém quer esperar, nem um minuto. Aliás, o “minuto” parece que cresce! Vira uns quinze, pelo menos!
Mas existem aquelas verdadeiras “tranqueiras” que abalam de tal forma que o dia nubla, a semana fica estragada, o relacionamento murcha, o sono acaba. E nem sempre isso tem a ver com o tamanho ou a gravidade do problema.
E dependendo da história de vida, do passado, das experiências ou do modo como fomos criados, essas coisas nos afetam mais ou menos. Mas todos passamos por dias difíceis. As perdas, em geral, abalam bastante. Parece que não fomos feitos para perder, apesar de sabermos que isso faz parte da vida.
Convenhamos: a vida era mais simples e fácil no tempo dos nossos avós! Não havia esse tanto de coisas que nos atordoam a todo momento. O mundo se tornou pequeno, turbulento, e o dia, que antes tinha vinte e quatro horas, agora deve ter umas dez…
Pois é, a paciência é uma virtude que estamos perdendo ao longo da vida. Mas essa vale muito, vale correr atrás.
Talvez uma saída seja parar e observar: a maioria das coisas que nos perturbam, chateiam, não vale tudo isso. Brigar no trânsito, emburrar com o futebol do marido, o computador, a vizinha… essas coisas são assim tão relevantes que valem tirar nosso sossego?
A vida nos apresenta surpresas. Algumas bem ruins. Morte, desemprego, divórcio, acidentes, ninguém passa incólume de eventos assim. Nos sentimos impotentes e frágeis. É normal, e leva um tempo para a superação. É necessário respeitar quem passa por isso e, principalmente, nos respeitarmos, nos permitirmos um tempo de fragilidade e fraqueza. Mas passa, ou pelo menos melhora.
Quanto ao cachorro da vizinha, o futebol do marido, a demora da namorada…bom, essas ficam bem pequenas quando comparamos com aquelas. É de se refletir…
Que possamos ser sábios o suficiente para descartar as pequenas perturbações do dia a dia. A vida é curta demais para perdermos tempo.
Um pouco de paciência e moderação fazem toda a diferença.
Pense nisso.
Abraço e boa semana!

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