Mãe, o que tu fez de almoço???

Estava lendo um post de um blog que eu sigo e me deparei com um assunto que me fez lembrar algumas coisas. Uma prima minha certa vez me falou que não gostava de usar comida congelada. Sabe quando surgiu a moda de fazer comida congelada pra vender? Faz tempo isso, eu sei. Lembro que a mulherada ficava muito interessada na possibilidade de não ter que ir pra cozinha todo dia. E as mulheres que trabalhavam fora poderiam ter uma folga nos finais de semana ou ter uma opção além de fazer uso de restaurantes.
Eu era bem jovem, solteira, e fiquei espantada com o que minha prima disse. Ela era recém casada. Perguntei a razão dela pra não fazer uso desta facilidade que, a meu ver, era fantástica! Ela respondeu:
– Faz parte da vida da casa aquele cheirinho de comida sendo preparada. E a congelada não permite isso!
Na época não dei muita importância ao que ela disse. Mas alguns anos depois me dei conta da verdade contida naquelas palavras. Lembro quando eu era criança e chegava da escola, logo sentia o cheirinho da comida deliciosa que minha mãe fazia. Como era bom aquele aroma! Abria o apetite! Dava uma sensação de aconchego, de lar, de família, de amor. E lembro que eu gostava de ficar na cozinha conversando com minha mãe enquanto ela cozinhava. Mesmo sem fazer nada eu aprendi tudo.
Depois, quando meus filhos vieram, eles faziam (e fazem ainda hoje) a mesma coisa.
– Hummm…que cheiro bom…que tu tá fazendo mãe? Carne de panela? Feijão?
E levantam as tampas das panelas para dar uma bisbilhotada…rsrsrsrsrs.
Teve um tempo em que não valorizei esses momentos. Hoje tenho-os como preciosos!! Amo quando eles fazem isso…e sempre fazem…coisa boa!
Agora faço parte de um grupo chamado Donas de Casa Anônimas. Foi onde li o post. Tem um monte de mulheres lá, relatando suas experiências e dividindo alegrias e dificuldades. Bem legal.
E sei, hoje, que ser dona de casa não é ruim. Fazer o almoço todo dia para a família não é ruim. O que acontece é que podemos estar recebendo informações equivocadas sobre o valor desta função, que eu chamaria de ministério, chamado, talento. Como foi importante e bom para mim ter minha mãe como dona de casa. E sei que foi e é importante meu papel hoje como tal.
Por isso, VIVA AS DONAS DE CASA! VIVA O CHEIRO DE COMIDA NO AR! VIVA O PERFUME DE AMACIANTE NAS ROUPAS LAVADAS!  rsrsrsrsrs…
Abraços!

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