Papeis que desempenhamos

 Tem dias que me impressiono com minha passividade. Apesar da minha personalidade contestadora, meio rebelde e     extremamente questionadora, me pego agindo como um cordeirinho. Assumo uma postura cordata e um tanto   “apagada”. Mas afirmo: essa pessoa não sou eu, é só um papel que, em algumas ocasiões, me proponho a desempenhar em prol de um valor maior. Todos nós desempenhamos papéis, no trabalho, socialmente ou com amigos. É normal, faz parte da vida. Não me é agradável, mas compreendo que nem sempre posso ser simplesmente “eu”.

Só que algumas pessoas se acostumam tanto com o personagem que encarnam que se esquecem que a vida pode ser mais do que isso. E passam os anos ali, sendo aquele “ator” num palco que outros prepararam. Para quem organiza o espetáculo é ótimo. Não tem incomodação, problemas, discussões, todo mundo fazendo sua parte na “peça”. E o chefe da turba adora! – Meus artistas são ótimos, fazem tudo dentro do script.

O triste, pra mim, é que mesmo que alguns atores não estejam gostando da apresentação, ninguém tem coragem de mostrar a cara. E pior: acreditam piamente que não devem fazer isso! Pensam: um dia a “peça” muda, o teatro muda, alguém muda, Deus muda (desde que não seja eu). Discordar, não aceitar, enfrentar, sair fora, se for o caso, é sinônimo de rebeldia. Para alguns um pecado terrível!

Eu não acho que rebeldia seja de todo ruim. Se não houvesse uma dose dela na história do homem acho que ainda estaríamos andando em carros de boi. O progresso, a evolução, o crescimento do indivíduo precisa de um pouco desta ousadia rebelde, de questionar, discordar, protestar e largar fora se necessário. Forçar uma mudança, uma melhora, uma clareza. Ninguém abre a cabeça para o novo, o diferente sem que aconteça algo um tanto impactante. Óbvio que quem está no comando não quer ninguém rebelde por perto. É rolo na certa. Mas será que isso não provoca uma reflexão saudável? Quem sabe o tal “dissonante” não tem razão? Mas se ele não se manifestar como vão saber?

Olha, sem tem uma coisa que eu acho chata demais é um cordeirinho que abaixa a cabeça pra tudo. Ou aquele tipo cachorrinho, andando na coleira ao lado do dono, pra todo lugar. Quem quiser assumir esse papel…ok. Eu? Estou fora, não me presto pra isso. Falando como mulher e sobre a mulher, entendo que temos um papel fundamental em muitos aspectos. E tristemente não reconhecido. Por mais que queiram dar honras à “mulher virtuosa” esquecem que ela não se encaixa naquele dito popular: “As mulheres são; os homens fazem.” As mulheres fazem sim, e muito, e não fazem mais porque não deixam, porque castram, podam, matam.

Para aqueles ou aquelas que se adaptaram a este papel, aceitaram-no ou decidiram não questionar e ficar esperando sei lá o quê, o que eu posso dizer? Meus pêsames. Para aqueles que preferem ser diferentes, um tantinho rebeldes? É isso aí, coragem!

Se você que está lendo não concorda comigo tudo bem.  Se quiser comentar fique à vontade!

Abraços.

 

 

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