O Mar: sempre um perigo!

Nestes últimos dias andei um pouco chocada com a notícia da morte de um menino de 10 anos nas praias de Torres. Ele foi ajudar o irmão, que estava se afogando (este foi salvo) e desapareceu. Seu corpo só foi encontrado dias depois. Naõ consigo imaginar a dor dessa família. Que coisa terrível deve ser perder um filho nessas condições.
Lembro-me de uma vez, na Praia Balneário Pinhal, em que meu filho se perdeu. Praia cheia, ele pequenino, saiu caminhando e não encontrou mais o caminho de volta. Quando nos demos conta, foi aquilo: a primeira coisa que se pensa é: a água!
Minha mãe ficou apavorada, queria procurar no mar, mas eu imaginava que ele estaria andando em algum local por ali. Dito e feito: fui encontrá-lo quase no outro posto de salva vidas. Foi um susto, mas foi só isso, um susto grande.
O mar é ótimo, tomar banho, furar ondas, uma delícia, sempre gostei. Mas ele também assusta.
Muitos anos atrás, meu irmão mais velho chegou tarde em casa, na praia. Já havíamos almoçado e ele não aparecia. Minha mãe estava preocupada, mas não deixava transparecer. Quando ele chegou, não falou nada. Um tempo depois, ele contou o que tinha acontecido: ele e uns amigos resolveram ir até um banco de areia. Pra quem conhece as praias do sul sabe o que é isso: depois de alguns metros de água funda, tem uma parte rasa. Pois be, resolveram chegar até lá e voltar depois. Só que os bancos de areia se movem todo tempo, mudam de tamanho. Quando eles fora nadar pra voltar à praia, estava mais longe. E ele nadava, nadava mas a correnteza não deixava que ele alcançasse pé. Ficou apavorado, cansado. Mas teve sangue frio e aguardou boiando um tempo. Depois tentou novamente, já muito longe do nosso posto, pois o mar faz isso, leva e trás. Quando percebeu que estava mais próximo da beira da praia que antes, nadou de novo e conseguiu sair.
Eu imagino o pavor que deve dar uma coisa dessas. A sorte foi que ele não entrou em pânico e esperou, caso contrário não teria sobrevivido.
Os jovens subestimam o mar. Ele é traiçoeiro. Crianças não conhecem o perigo, precisam ser vigiadas de perto. Lamento por esta família que teve um início de ano trágico. Ainda bem que o outro menino pôde ser salvo.
Acho que não há dor que supere a perda de um filho.
Abraços.

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