Amizades

Hoje, falando com uma amiga que mora longe de mim, fiquei pensando na importância de se ter amigos. E como nós temos diferentes modelos de amizade. 
Temos aqueles “amigos do facebook”, que incluem de tudo um pouco: pessoas que conhecemos bem, alguns que nunca vimos mas estão lá na lista, amigos de amigos, conhecidos… Não gosto muito de chamar de amigo os listados no face, mas que seja. Acho que “contatos” seria mais adequado.
Temos aqueles amigos que vemos vez em quando. São pessoas legais, gostamos deles apesar de não frequentarmos a casa e tal. A intimidade não vai além do “oi, tudo bem?”.
Há os amigos que vemos com frequência mas que, ainda assim, não entram na intimidade da nossa vida. São aqueles com quem comentamos muitas coisas, conhecemos sua família, gostos gerais, etc. Mas ainda assim, não compartilhamos dos nossos problemas, sonhos, segredos. Mas são bons amigos, até possíveis confidentes num futuro próximo. Sentimos uma certa confiança nestes.
Mas existem alguns, poucos, que são aqueles para quem contamos tudo. São nossos “postos de emergência”: quando a coisa fica feia é pra estes que corremos.
Um amigo de verdade sabe ouvir. Têm paciência, sabe esperar, aturar lamúrias, momentos de raiva e mágoa e sabe se alegrar nas alegrias do outro. Ouvir com paciência e atenção é uma característica rara. As pessoas pagam para serem ouvidas por psicólogos, analistas e psiquiatras. Claro que estes possuem a técnica, o estudo para ajudar com mais proficiência quem precisa de ajuda especializada. Mas também me parece que ninguém mais tem tempo nem paciência para ouvir ninguém. É um mundo de cada um por si (e verdadeiramente Deus por todos? Se fosse assim já era bom…). Faltam amigos no mercado!
Gosto dessa coisa de saber ouvir. Mas tem algo que, pra mim, é ainda mais importante: saber o que dizer! Gosto quando me escutam, é bom botar os bofes para fora. Mas se tem uma coisa que realmente me conquista é quando sabem o que dizer. Eu preciso ouvir, talvez até mais do que falar! E confesso que é raro encontrar alguém que saiba o que falar, na hora certa, a coisa certa, com inteligência, coerência, sabedoria…é raro. 
Mais raro ainda são aqueles que têm tipo talento de bombeiro. Quando a casa pega fogo vai lá e ajuda, mesmo quando não foi chamado. Afinal, é incêndio e alguém tem que fazer alguma coisa. Poucos têm essa coragem. Infelizmente muitas “casas” estão em chamas sem que ninguém tenha coragem de chegar com a mangueira e dizer: Ok, não me chamaram, mas vamos apagar essa labareda! Que tipo de amigo vê a casa do outro cair e não sai pra ajudar? Se for a casa física, caiu o telhado no vendaval, vai correndo, mas se o problema for a casa emocional…cabe o ditado: em briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Será?? 
A bíblia fala que, no fim dos tempos, o amor de muitos esfriaria. Pode ser que estejamos vivendo estes tempos. Mas ainda assim acredito que esses “amigos” reais existem por aí. Cada um de nós pode tentar ser um bom amigo de alguém. Um só já basta. Mudaria o mundo. 
Abraços.

 

 

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