O mistério do tempo

Eclesiástes – Capítulo 3: 1 a 8
“Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião.
Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir.
Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar.
Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.”…
 
Saber compreender o tempo talvez seja o maior desafio da vida. Quantas vezes queremos acelerar, outras tentamos retardar ao máximo. Ou nem percebemos sua passagem.
O tempo é algo tão precioso que custa caro…e pior: não tem retorno. Impossível voltar. Depois que ele passa…já era.
Por isso, entender o tempo certo na vida é tão importante. 
Imaginemos uma estação de trem, onde passam as oportunidades da vida (tá…é cliché, eu sei…).
Já estive em algumas estações de trem e fico sempre muito ligada para não perder o meu. Óbvio, quem quer pagar a passagem e dar bobeira?
Mas na estação da vida como é comum a distração! Ficamos olhando uma “revista” e…puxa! Passou e não embarquei!
– Pego o próximo.
Aí vem o seguinte e…estávamos no telefone conversando com o namorado…
BAH!!! Se foi!!! Gente, perdi mais um!!
Alguns trens passam de hora em hora, uma vez por dia, uma vez por mês, por ano….e assim vai. Perdemos tempo, mas podemos pegar outro. 
Só que não é o mesmo trem. É outro, outro momento, outros passageiros, talvez nem vá chegar no mesmo lugar em que o anterior chegaria..
Quantas coisas nos fazem perder o foco. Distrações, falta de organização, prioridades erradas, dormir demais, televisão demais, preguiça, medo… e o trem se vai.
Alguns “tempos” são básicos: hora de aprender a andar é quando se tem por volta de um ano de idade; aos seis, sete é hora de alfabetizar-se; lá pelos quinze já é tempo de concluir o segundo grau na escola. Algumas coisas são boas de se fazer quando ainda temos papai e mamãe pra ajudar.
Isso não significa que não aconteçam em outra fase da vida, mas a história já será diferente, mais custosa. O trem pode ser mais chato do que agradável.
O texto acima fala em “tempo de plantar”. E quando inventamos de querer colher quando não mexemos o esqueleto pra plantar uma sementinha de tomate que fosse? Queremos colher o que? O que outros plantaram? Ficamos com fome…Deixamos passar o tempo da plantação e já é hora da colheita. Todo mundo colhendo e a gente tem que voltar lá atrás e preparar uma terra e plantar a semente…e esperar…não é nada agradável, mas é o único jeito de colher alguma coisa.Pode ser também que, sem muita paciência, desembarquemos antes da hora. E aí ficamos pelo meio do caminho. Há tempo para embarcar e tempo para desembarcar.
Pior que isso, só ficando sentado na estação sem sair do lugar. Aí o tempo passa…e quando vemos…foi.

Discernir o tempo é um desafio. Reconhecer um tempo perdido, as escolhas erradas e reagir é outro. É preciso coragem e fé.  Em Deus e em nós mesmos. Há tempo para todas as coisas, inclusive para resgatar o que perdemos.
 O papo está ótimo mas meu trem está chegando.
E você, tá indo pra onde?
 
Abraços.
 
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