Prefiro uma família a um Pastor de ovelhas

O assunto é pra lá de complexo. Mas é algo que tenho pensado faz bastante tempo. Acredito que vivemos um tempo muito diferente daquele histórico/bíblico. Naquela época, a figura do pastor de ovelhas era bastante relevante. Isso porque a sociedade vivia um modelo extremamente patriarcal e pastoril. As tradições ainda eram muito fortes e não havia tantos questionamentos e dúvidas quanto às estruturas sociais. Hoje o que vemos é distorção dos papeis familiares, violência, pais e filhos que não se entendem, abusos, ira, indisciplina. Como diria meu amigo Junior “são os finais dos tempos”.
Sem desmerecer a figura do pastor de ovelhas, que é importante, eu acredito que hoje a liderança da igreja precisa mais ser um modelo de “família”. Desnecessário dizer que a bíblia fala, de Gênesis a Apocalipse, no projeto de Deus de formar uma família de muitos filhos. Quem conhece sabe disso muito bem. Adoção de filhos poderia ser um título para todo o trabalho da igreja. E qual o modelo inicial escolhido por Deus para o que chamamos comumente de família? Pai e mãe. Uma base., um começo.
Ora, as pessoas estão, mais do que nunca, precisando ser adotadas, amadas, cuidadas, salvas. Por que a liderança das igrejas ainda adota, nos seus Presbitérios, o modelo “pastor de ovelhas”? Por que as “mães” ainda não foram incluídas? Não estou falando aqui de ordenação de mulheres. Apesar de estar convencida de que mulher pode ser pastora, não falo mais sobre isso. Estou falando de família. Creio firmemente que as igrejas precisam dos pastores E das suas esposas, juntos, na liderança, nas decisões, na visão, no presbitério.
Vou ser muito franca aqui (como sempre sou). Sabem o que eu vejo quando olho pastores, sentados no primeiro banco da igreja enquanto suas mulheres estão junto do povo, quando vejo meu marido (e todos os outros) indo pra reunião do presbitério sozinho? Vejo meninos. Aqueles, que toda vida foram levados na escola por suas mães, com beijinho de despedida na frente da escola, que chegaram aos 11 ou 12 anos de idade e que agora pedem pra mãe não dar mais beijo, ou levar só até a esquina da escola, não querem ser vistos pelos colegas com a mãe. Querem mostrar que são independentes e que podem andar sozinhos. Quando voltam pra casa pedem ajuda pra fazer os temas….É isso o que eu vejo. E fico triste.
Que cultura é essa que ainda mantém as mulheres longe da liderança? Como se uma família, que é o que a igreja (e seus líderes) devem ser, pudesse andar BEM sem a figura feminina!! Eu realmente não entendo, e estou um pouco cansada. Uma liderança eclesiástica que trabalha e funciona como uma “equipe de trabalho” qualquer não tem muito pra dar. O mundo está cheio de equipes de trabalho, e que funcionam muito bem, muito melhor do que na igreja. Pastores não devem ser colegas de trabalho, devem ser uma família. Mas não são, desculpa aí…não são mesmo. E jamais serão sem suas esposas. Foi Deus quem inventou  essa estrutura. E é disso que a igreja precisa.
Quem está perdendo com a manutenção desse modelo antigo de liderança? Não preciso responder…Ele é mais fácil de lidar, certamente. Mas o que é que nós queremos? Viver do modo mais fácil?
Essa é a minha reflexão para 2013. 
Abraços.

 

 

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